Num dia enublado, segui caminho para a escola como fazia todos os dias...Quando cheguei ao grande portão que se erguia à minha frente reparei nas horas, 8:20 ... estava atrasada por cinco minutos. Corri para a sala onde a professora ditava o sumário e quando dei por mim já estava sentada a olhar para a janela, a ver a chuva cair no chão, criando uma pequena poça de água que reflectia tudo ao seu alcance.
Ansiava que acabá-se até que ouvi "oficina de escrita". Tão poucas e insignificantes palavras fizeram-me delirar e ligar pouco às que vieram a seguir "o tema é livre". Que diferença fazia? Afinal livre também era um tema, só que algo diferente dos outros temas. Peguei numa folha de linhas que estivesse bem limpa e na minha caneta de cor azul preferida, este era o momento perfeito para escrever...Comecei a pensar...já era habitual levar algum tempo mas desta vez estava a demorar um pouco mais. Havia tantas coisas que me vinham à cabeça, tantos pensamentos, tantas frases, tantas ideias que não conseguia interligar que decidi criar um novo conceito que me ajudasse a escrever algo interessante. Afinal, só tinha cerca de vinte minutos, o que no ver de um desconhecedor é tempo suficiente para escrever um livro... tema vasto era a chave para a minha composição. Um tema vasto, o amor. Que sentimento mais vasto e mais complexo, chega a ser realmente difícil de perceber quando o sentimos.
Utilizei o dicionário e procurei outra palavra... tantas apareceram quantas eu procurei definir. Esse era o verdadeiro problema, como ser humano tentei procurar definições para perceber e saber aquilo que sentia em vez de escrever aquilo que sentia por palavras minhas que no meu entender seriam as mais adequadas para aquilo que me ia na cabeça naquele indeterminado momento.
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